terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Vida de Sacrifícios dos Nossos Governantes...

Mota Soares, antes de ser ministro:


Mota Soares agora que é ministro:


Este Senhor ministro, que é da Solidariedade, antes viajava de vespa. Agora trocou a vespa por um Audi 7 no valor de 86000 euros!!! Sabemos que vida de ministro é vida de sacrifícios. Sabemos que até perdem dinheiro por aceitarem serem ministros. Também sabemos que nós, portugueses, somos tratados como idiotas por esta gente. Também sei que parte do que estão a me roubar, com a perda do 13º e 14º mês, é utilizado para a compra destes luxuosos carros para que vida de ministro seja menos sacrificada. Fico feliz com essa contribuição. Gosto de contribuir para o bem estar desta gente. Me faz sentir muito orgulhoso por ser português!!! Pena, sinto pena mesmo, é que cada vez oiça mais portugueses dizerem que a canalha é toda igual. Não posso concordar com essas palavras. Porque, se concordasse, deixava de ficar feliz por andar a contribuir para o bem estar dos nossos ministros...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que já fez hoje para fazer crescer a economia?

A frase em título é do Álvaro, o senhor da foto, ministro da economia e não sei de quantas mais pastas. Ele a colocou em cartazes pelos corredores do seu ministério. Não sei se dirigida aos seus colaboradores ou a ele próprio. Para a ler quando percorre os corredores em direcção ao seu gabinete...

Aconselho os trabalhadores do ministério da economia a colocarem, como contrapartida, os seguintes cartazes:

- O que já fez hoje em benefício dos trabalhadores e dos portugueses em geral?
- O que já fez hoje para diminuição do desemprego?
- O que já fez hoje para pôr fim à recessão?
- O que já fez hoje para que a sector produtivo da nossa economia não seja entregue ao estrangeiro?

Podia também pedir para que colocassem um cartaz a pedir a demissão do Álvaro. Porque este ministro é o "bombo da festa". O alvo de todas as atenções. Portanto útil aos desígnios do governo. Porque, enquanto as atenções se concentram sobre ele, vai servindo de distracção para as medidas gravosas que vão sendo tomadas. E para a falta de uma posição firme contra a forma ultrajante como os senhores da troika tratam os portugueses!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pedro Passos Coelho : - Dividir para Reinar...

A troika deixou ontem um apelo às empresas privadas para que cortem os salários aos seus trabalhadores para conseguirem vender mais e mais barato. Mas, além do conselho, está já a estudar a forma de permitir que a medida se concretize: uma revisão ao Código do Trabalho, sabe o Negócios – que actualmente protege os trabalhadores de reduções salariais directas.

Pedro Passos Coelho começou por dividir os portugueses com a medida tomada para o Orçamento de Estado de 2012 ao propor o corte do 13º e 14º mês somente para os funcionários públicos e trabalhadores das empresas geridas pelo Estado. Dividir para reinar no seu melhor. A mensagem deixada, para justificar essa decisão, de que os funcionários públicos ganhavam mais do que os trabalhadores do privado e que tinham a garantia de emprego para toda a vida criou efectivamente essa divisão. Bastava ler as centenas de comentários dessa massa anónima e cobarde (porque anónima...) que deixa a sua opinião no respectivo espaço dos jornais reservado para comentar as notícias. Essa gente estúpida e idiota não sabe que por detrás de uma medida vem sempre outra negociada nos bastidores. E ela aí está...!!! E de mansinho vão atingindo os seus objectivos. A lição está muito bem estudada sem dúvida nenhuma. Como bons alunos da famigerada Troika...

"Primeiro levaram os comunistas
Mas não me importei com isso
Eu não era comunista
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os sindicalistas
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou sindicalista
Depois agarraram uns sacerdotes
Mas como não sou religioso
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde."
Bertold Brecht (1898-1956)


"Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam-nos o cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada."

Maiakovski (1893-1930)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ana Carolina: Eu Comi a Madona...

video

Num momento em que os portugueses andam sendo comidos pela classe política incompetente e ultraliberal, nada melhor que ouvir esta excelente cantora brasileira!!!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Austeridade: Jardim dispensa Função Pública para assistir à tomada de posse!!!

O país está precisando de um bom espectáculo de circo. Todos à Madeira na próxima quarta-feira. Muito provavelmente o Sr. Jardim até pagaria a viagem de avião de ida e volta...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Parábola das tristes décadas: escrito por Baptista Bastos

Há trinta e cinco anos que vocês nos manipulam, nos dominam, nos mentem, nos omitem, nos desprezam.
Há trinta e cinco anos que nos roubam, não só os bens imediatos de que carecemos, como a esperança que alimenta as almas e favorece os sonhos.
Há trinta e cinco anos que cometem o pior dos pecados, aquele que consiste na imolação da nossa vida em favor da vossa gordura.
Há trinta e cinco anos que traem a Deus e aos homens, sem que a vossa boca se encha da lama da mentira.
Há trinta e cinco anos que criam legiões e legiões de desempregados, de desesperados, de açoitados pelo azorrague da vossa indignidade.
Há trinta e cinco anos que tripudiam sobre o que de mais sagrado existe em nós.
Há trinta e cinco anos que embalam as dores de duas gerações de jovens, e atiram-nos para as drogas, para o álcool, para anos que caminham, altaneiros e desprezíveis, pelo lado oposto ao das coisas justas.
Há trinta e cinco anos que são desonrados, torpes, vergonhosos e impróprios.
Há trinta e cinco anos uma existência sem rumo, sem direcção e sem sentido.
Há trinta e cinco o anos que, nas vossas luras e covis, se acoitam os mais indecentes dos canalhas.
Há trinta e cinco anos que se alternam no mando, e o mando é a distribuição de benesses, prebendas, privilégios entre vocês.
Há trinta e cinco anos que fazem subir as escarpas da miséria e da fome milhões de pessoas que em vocês melancolicamente continuam a acreditar.
Há trinta e cinco anos que se protegem uns aos outros, que se não incriminam, que se resguardam, que se enriquecem, que não permitem que uns e outros sejam presos por crimes inomináveis.
Há trinta e cinco anos que vocês são sempre os mesmos, embora com rostos diferentes.
Há trinta e cinco anos que os mesmos jornais, sendo outros, e os mesmos jornalistas de outra configuração, sendo a mesma, disfarçam as vossas infâmias, ocultam as vossas ignomínias, dissimulam a dimensão imensa dos vossos crimes.
Há trinta e cinco anos sem vergonha, sem pudor, sem escrúpulo e sem remorso.
Há trinta e cinco anos que não estão dispostos a defender coisa alguma que concilie o respeito mútuo com a dimensão colectiva.
Há trinta e cinco anos que praticam o desacato moral contra a grandeza da justiça e a elevação do humano.
Há trinta e cinco anos que, com minúcia e zelo, construíram um país só para vocês.
Há trinta e cinco anos que moldaram a exclusão social, que esculpiram as várias faces da miséria e, agora, sem recato e sem pejo, um de vocês faz o discurso da indignação.
Há trinta e cinco anos começaram a edificar o medo, e o medo está em todo o lado: nas oficinas, nos escritórios, nos entreolhares, nas frases murmuradas, na cidade, na rua. O medo está vigilante. E está aqui mesmo, ao nosso lado.
Há trinta e cinco anos encenaram e negociaram, conforme a situação, o modo de criar novas submissões e impor o registo das variantes que vos interessavam.
Há trinta e cinco anos engendraram, sobre as nossas esperanças confusas, uma outra história natural da pulhice.
Há trinta e cinco anos que traíram os testamentos legados, que traíram os vossos mortos, que traíram os vossos mártires.
Há trinta e cinco anos que asfixiam o pensamento construtivo; que liquidaram as referências norteadoras; que escarneceram da nossa pessoal identidade; que a vossa ascensão não corresponde ao vosso mérito; que ignoram a conciliação entre semelhança e diferença; que condenam a norma imperativa do equilíbrio social.
Riam-se, riam-se. Vocês são uma gente que não presta para nada; que não vale nada.
Malditos sejam!
Baptista Bastos (texto transcrito do Jornal de Negócios)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Atracção Turística - O Desemprego na Europa...

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Céu - Cangote



Cangote
Céu
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)

Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu achego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?!
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar

Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Zeca Baleiro - Telegrama



Telegrama.
Zeca Baleiro
eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz:
que muito te ama que tanto te ama
que muito muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado 2x
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria

mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu 2x
quero ser seu
quero ser seu papa

Eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um vilão de filme mexicano
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz:
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado 2x
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria

mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu 2x
quero ser seu
quero ser seu papa