sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pedro Passos Coelho - O Iluminado!!!

(Clique sobre a imagem para ampliar)

A seguir transcrevo parte de um texto que coloquei anteriormente:

Depois de um secretário de estado ter aconselhado os jovens portugueses a emigrarem foi a vez do primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, aconselhar os professores, no desemprego, a emigrar, especialmente para Angola e Brasil. Declaração grave. Muito mais grave que a do seu subalterno. Um 1º ministro de qualquer país tem a obrigação, mesmo em tempos difícies e conturbados, de transmitir uma mensagem de alguma esperança aos portugueses e nunca a os aconselhar, para resolver o problema de desemprego, que abandonem o país onde nasceram, onde estudaram, onde criaram expectativas de futuro, onde têm as suas raízes. Creio mesmo que esse conselho é de duvidosa eficácia pois duvido que o Brasil e Angola não tenham profissionais à altura e que precisem dos professores portugueses.
Sem dúvida que ele, PPC, é que devia de emigrar e de fechar a boca. Para não mais ouvirmos idiotices!!!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cesária Évora!!!



Um pouco tardiamente mas, apesar disso, aqui fica a minha homenagem a uma grande senhora da música cabo verdiana.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

E M I G R E M ! ! !


Depois de um secretário de estado ter aconselhado os jovens portugueses a emigrarem foi a vez do primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, aconselhar os professores, no desemprego, a emigrar, especialmente para Angola e Brasil. Declaração grave. Muito mais grave que a do seu subalterno. Um 1º ministro de qualquer país tem a obrigação, mesmo em tempos difícies e conturbados, de transmitir uma mensagem de alguma esperança aos portugueses e nunca a os aconselhar, para resolver o problema de desemprego, que abandonem o país onde nasceram, onde estudaram, onde criaram expectativas de futuro, onde têm as suas raízes. Creio mesmo que esse conselho é de duvidosa eficácia pois duvido que o Brasil e Angola não tenham profissionais à altura e que precisem dos professores portugueses.

Este primeiro ministro revela total insensibilidade para os problemas que afectam os portugueses. Faz lembrar certas cenas de filmes em que se vê um pistoleiro ou um criminoso matar, a sangue frio, alguém inocente. Cenas que nos arripiam!!!

Acredito que, depois de aconselhar os jovens a fugirem de Portugal, o próximo passo seja deixar morrer os idosos à penúria e os doentes  à falta de cuidados médicos. O aumento das taxas moderadoras que se vai verificar a partir de Janeiro e o aumento das listas de espera em mais de vinte por cento para quem precisa de uma cirurgia, faz antever essa situação. Tudo a bem dos mercados. Tudo a bem da redução do défice.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O que os outros escrevem: Daniel Oliveira no Expresso on-line

Impor a austeridade, organizar o saque

Na hora da desgraça dos países periféricos, a Alemanha tenciona ganhar mais um pouco. Entre reprimendas moralistas e puxões de orelhas arrogantes a senhora Merkel arranjou um tempo para meter uma cunha a Pedro Passos Coelho. Razão para temer o pior: as sugestões de Merkel junto do nosso deslumbrado primeiro-ministro costumam ser ouvidas como ordens.
Merkel quer que seja a E.ON a comprar a parte do Estado da EDP. Ou seja, Merkel impõe a austeridade que impõe privatizações na Grécia e em Portugal. E depois compra, a preço de saldo, as empresas que obrigou a vender. E como tem, na Europa, a faca e o queijo na mão, é de esperar que use todos os "argumentos" para fazer bons negócios. Basta recordar que os gregos, no exato momento em que eram "salvos" pela Europa porque não tinham dinheiro, foram obrigados a comprar uns submarinos aos alemães. Negócio que está, em Atenas como em Lisboa, rodeado de suspeitas de corrupção. Dirão: é natural que Angela Merkel defenda os interesses do seu País. Pena que quem governa Portugal se dedique ao mesmo: a defender os interesses de Angela Merkel.
A EDP internacionalizou-se sem qualquer vantagem para a balança comercial portuguesa. Fê-lo esmifrando os consumidores e as empresas nacionais. Ficamos, sabe-se lá porquê, orgulhosos. E mais pobres. Agora chegou a hora de oferecer esse investimento aos alemães. Que não hesitaram a forçar-nos a vender tudo o que sobra nas mãos do Estado. E comprar no momento certo.
Sabemos, através dos jornais britânicos (os nossos estão entretidos a vender a superioridade moral da austeridade) que o governo alemão se mexe nos bastidores para lucrar com a desgraça que nos impõe. Estaremos atentos quando Passos Coelho (ou Miguel Relvas) decidir a quem oferece a parte do Estado da EDP. Uma lição para os que teimam em chorar pelo contribuinte alemão que, nos delírios do populismo nacional, anda a pagar as nossas dívidas.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Portugal está de Luto!!!


Gasparzinho, o Fantasma "simpático".  Com as suas falinhas mansas vai atordoando e "tramando" os portugueses!!!:

(Vítor Gaspar - ministro das Finanças)

Mas, confesso, que é esta figura da maçonaria que me mete mais medo. Há algo nele que assusta!!!
(Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares)

A troika que nos está fazendo a vida negra: O embebecido e submisso 1º ministro português, Pedro Passos Coelho, a senhora dona da europa Merkel e o indefectível sr. Sarkozy:


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tim Maia - Me dê Motivo...



Pausa para música. Não a música que Pedro Passos Coelho nos dá, que é péssima, adulterada e enganosa mas a autêntica pela excelente voz de Tim Maia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O que os outros escrevem...Excerto da Crónica de Miguel Sousa Tavares. Semanário Expresso de 2011-12-10

Desculpe, Gonçalo

Há uns quinze anos, fiz uma entrevista ao Gonçalo Ribeiro Telles para uma revista que então eu dirigia, a "Grande Reportagem". E, na introdução à entrevista, escrevi: "este homem tem razão há vinte anos e ninguém o ouve". Se hoje tivesse de refazer essa introdução, a única coisa que mudaria era escrever "este homem tem razão há trinta e cinco anos e continuam a não o ouvir".
Costuma dizer-se que o destino de certos homens é terem razão antes de tempo e não serem escutados por isso mesmo. Não é o caso de Gonçalo Ribeiro Telles: ele teve razão não antes, não depois, nem fora de tempo: teve razão no tempo exacto, no tempo em que, saídos de uma ditadura, todas as esperanças e projectos eram possíveis, tudo era novo e limpo e havia um país todo para reiventar. Sá Carneiro teve a percepção disso e chamou-o para o governo, onde Gonçalo Ribeiro Telles inventou a política do Ambiente, que ninguém sabia o que era nem para que servia, criou o Ministério (que, depois dele, nenhum governo entendeu mais para que servia) e foi ainda a tempo, na curta governação, de lançar as leis sobre a Reserva Agrícola e a Reserva Ecológica Nacional - as quais, apesar de tão esquartejadas, excepcionadas, autarquizadas e transaccionadas em projectos PIN e outras batotas que tais, são hoje todo o travão que nos resta ao simples fartar vilanagem, em matéria ambiental e territorial.
Mas, depois disso, o país foi capturado e corrompido pelos dinheiros fáceis da Europa, pelas grandes obras de fachada feitas por patos bravos para bravos patos e por essa trágica urgência de que todos os governos pareceram sempre acometidos e que lhes serviu a todos de desculpa para nunca terem tempo de, simplesmente, pensarem Portugal. Que não havia tempo a perder, disseram-nos, que a paisagem de chaparros e oliveiras não dava de comer a ninguém, que a agricultura não tinha futuro nessa Europa grandiosa onde tínhamos acabado de pôr o pé, que a nossa pesca - ainda feita de tragédias e naufrágios e anzóis e redes cozidas à mão - era rídicula face às fábricas de sashimi ambulante dos japoneses. Não havia tempo a perder. Nunca houve tempo a perder. A nossa tragédia é mesmo essa: nunca tivemos tempo a perder para escutar as poucas pessoas que pensavam como o Gonçalo.
....................................................................................................................................................................

Com essa invocada superioridade de quem dizia representar a modernidade contra a estagnação as ideias de Gonçalo Ribeiro Telles foram chutadas para o caixote do lixo da história, até descobrirem, tarde e a más horas, que, afinal, eram elas a modernidade.

NOTA: Excerto do artigo de Miguel Sousa Tavares publicado no semanário Expresso de sábado. Aconselho a sua leitura na integra.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Lapsus linguae ou...talvez não!!!


Por vezes a verdade sai quando menos se espera. Só assim se entende a existência de casos como o BPN, os submarinos e as contrapartidas das "Pandur".







Enquanto isso...os trabalhadores da função pública, reformados e pensionistas são roubados de maneira descarada!!!


As mentiras, disfarçadas de "dizer sempre a verdade aos portugueses", são tantas que há que fugir a sete pés caso apareça alguém com um detector de mentiras (entenda-se alguma pergunta incómoda...)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Embuste...



Já publiquei este vídeo que encontrei no youtube. O torno a colocar porque, às mentiras de Pedro Passos Coelho (PPC) que constam nesse vídeo podemos acrescentar a mais recente de todas elas: Durante o debate do orçamento de estado e, em afirmações aos jornalistas, PPC sempre afirmou não haver folga financeira nem almofadas nas contas do estado. Afirmação essa para justificar a não aceitação da proposta do Partido Socialista no sentido de que só um dos subsídios fosse cortado aos funcionários públicos, pensionistas e reformados.

Uma semana decorrida sobre a aprovação do orçamento, eis que PPC, em entrevista ao jornal ´"Público", afirma existir uma liquidez de 2 mil milhões de euros nas contas do estado!!! Mais uma vez o 1º ministro mentiu. Ainda que, atabalhoadamente, venha depois dizer que o facto de existir liquidez não significa a existência de folga ou almofada orçamental. Esta afirmação, não só aumenta o descrédito deste senhor e do seu governo como também vem reforçar a ideia de que efectivamente eles tratam os portugueses como idiotas!!!

Depois desta constatação sobre a liquidez existente só resta ao Senhor.Presidente da República ser coerente com as afirmações que fez recentemente, e que lembro a seguir, e vetar o orçamento de estado:


terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Vida de Sacrifícios dos Nossos Governantes...

Mota Soares, antes de ser ministro:


Mota Soares agora que é ministro:


Este Senhor ministro, que é da Solidariedade, antes viajava de vespa. Agora trocou a vespa por um Audi 7 no valor de 86000 euros!!! Sabemos que vida de ministro é vida de sacrifícios. Sabemos que até perdem dinheiro por aceitarem serem ministros. Também sabemos que nós, portugueses, somos tratados como idiotas por esta gente. Também sei que parte do que estão a me roubar, com a perda do 13º e 14º mês, é utilizado para a compra destes luxuosos carros para que vida de ministro seja menos sacrificada. Fico feliz com essa contribuição. Gosto de contribuir para o bem estar desta gente. Me faz sentir muito orgulhoso por ser português!!! Pena, sinto pena mesmo, é que cada vez oiça mais portugueses dizerem que a canalha é toda igual. Não posso concordar com essas palavras. Porque, se concordasse, deixava de ficar feliz por andar a contribuir para o bem estar dos nossos ministros...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O que já fez hoje para fazer crescer a economia?

A frase em título é do Álvaro, o senhor da foto, ministro da economia e não sei de quantas mais pastas. Ele a colocou em cartazes pelos corredores do seu ministério. Não sei se dirigida aos seus colaboradores ou a ele próprio. Para a ler quando percorre os corredores em direcção ao seu gabinete...

Aconselho os trabalhadores do ministério da economia a colocarem, como contrapartida, os seguintes cartazes:

- O que já fez hoje em benefício dos trabalhadores e dos portugueses em geral?
- O que já fez hoje para diminuição do desemprego?
- O que já fez hoje para pôr fim à recessão?
- O que já fez hoje para que a sector produtivo da nossa economia não seja entregue ao estrangeiro?

Podia também pedir para que colocassem um cartaz a pedir a demissão do Álvaro. Porque este ministro é o "bombo da festa". O alvo de todas as atenções. Portanto útil aos desígnios do governo. Porque, enquanto as atenções se concentram sobre ele, vai servindo de distracção para as medidas gravosas que vão sendo tomadas. E para a falta de uma posição firme contra a forma ultrajante como os senhores da troika tratam os portugueses!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pedro Passos Coelho : - Dividir para Reinar...

A troika deixou ontem um apelo às empresas privadas para que cortem os salários aos seus trabalhadores para conseguirem vender mais e mais barato. Mas, além do conselho, está já a estudar a forma de permitir que a medida se concretize: uma revisão ao Código do Trabalho, sabe o Negócios – que actualmente protege os trabalhadores de reduções salariais directas.

Pedro Passos Coelho começou por dividir os portugueses com a medida tomada para o Orçamento de Estado de 2012 ao propor o corte do 13º e 14º mês somente para os funcionários públicos e trabalhadores das empresas geridas pelo Estado. Dividir para reinar no seu melhor. A mensagem deixada, para justificar essa decisão, de que os funcionários públicos ganhavam mais do que os trabalhadores do privado e que tinham a garantia de emprego para toda a vida criou efectivamente essa divisão. Bastava ler as centenas de comentários dessa massa anónima e cobarde (porque anónima...) que deixa a sua opinião no respectivo espaço dos jornais reservado para comentar as notícias. Essa gente estúpida e idiota não sabe que por detrás de uma medida vem sempre outra negociada nos bastidores. E ela aí está...!!! E de mansinho vão atingindo os seus objectivos. A lição está muito bem estudada sem dúvida nenhuma. Como bons alunos da famigerada Troika...

"Primeiro levaram os comunistas
Mas não me importei com isso
Eu não era comunista
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os sindicalistas
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou sindicalista
Depois agarraram uns sacerdotes
Mas como não sou religioso
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde."
Bertold Brecht (1898-1956)


"Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam-nos o cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada."

Maiakovski (1893-1930)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ana Carolina: Eu Comi a Madona...

video

Num momento em que os portugueses andam sendo comidos pela classe política incompetente e ultraliberal, nada melhor que ouvir esta excelente cantora brasileira!!!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Austeridade: Jardim dispensa Função Pública para assistir à tomada de posse!!!

O país está precisando de um bom espectáculo de circo. Todos à Madeira na próxima quarta-feira. Muito provavelmente o Sr. Jardim até pagaria a viagem de avião de ida e volta...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Parábola das tristes décadas: escrito por Baptista Bastos

Há trinta e cinco anos que vocês nos manipulam, nos dominam, nos mentem, nos omitem, nos desprezam.
Há trinta e cinco anos que nos roubam, não só os bens imediatos de que carecemos, como a esperança que alimenta as almas e favorece os sonhos.
Há trinta e cinco anos que cometem o pior dos pecados, aquele que consiste na imolação da nossa vida em favor da vossa gordura.
Há trinta e cinco anos que traem a Deus e aos homens, sem que a vossa boca se encha da lama da mentira.
Há trinta e cinco anos que criam legiões e legiões de desempregados, de desesperados, de açoitados pelo azorrague da vossa indignidade.
Há trinta e cinco anos que tripudiam sobre o que de mais sagrado existe em nós.
Há trinta e cinco anos que embalam as dores de duas gerações de jovens, e atiram-nos para as drogas, para o álcool, para anos que caminham, altaneiros e desprezíveis, pelo lado oposto ao das coisas justas.
Há trinta e cinco anos que são desonrados, torpes, vergonhosos e impróprios.
Há trinta e cinco anos uma existência sem rumo, sem direcção e sem sentido.
Há trinta e cinco o anos que, nas vossas luras e covis, se acoitam os mais indecentes dos canalhas.
Há trinta e cinco anos que se alternam no mando, e o mando é a distribuição de benesses, prebendas, privilégios entre vocês.
Há trinta e cinco anos que fazem subir as escarpas da miséria e da fome milhões de pessoas que em vocês melancolicamente continuam a acreditar.
Há trinta e cinco anos que se protegem uns aos outros, que se não incriminam, que se resguardam, que se enriquecem, que não permitem que uns e outros sejam presos por crimes inomináveis.
Há trinta e cinco anos que vocês são sempre os mesmos, embora com rostos diferentes.
Há trinta e cinco anos que os mesmos jornais, sendo outros, e os mesmos jornalistas de outra configuração, sendo a mesma, disfarçam as vossas infâmias, ocultam as vossas ignomínias, dissimulam a dimensão imensa dos vossos crimes.
Há trinta e cinco anos sem vergonha, sem pudor, sem escrúpulo e sem remorso.
Há trinta e cinco anos que não estão dispostos a defender coisa alguma que concilie o respeito mútuo com a dimensão colectiva.
Há trinta e cinco anos que praticam o desacato moral contra a grandeza da justiça e a elevação do humano.
Há trinta e cinco anos que, com minúcia e zelo, construíram um país só para vocês.
Há trinta e cinco anos que moldaram a exclusão social, que esculpiram as várias faces da miséria e, agora, sem recato e sem pejo, um de vocês faz o discurso da indignação.
Há trinta e cinco anos começaram a edificar o medo, e o medo está em todo o lado: nas oficinas, nos escritórios, nos entreolhares, nas frases murmuradas, na cidade, na rua. O medo está vigilante. E está aqui mesmo, ao nosso lado.
Há trinta e cinco anos encenaram e negociaram, conforme a situação, o modo de criar novas submissões e impor o registo das variantes que vos interessavam.
Há trinta e cinco anos engendraram, sobre as nossas esperanças confusas, uma outra história natural da pulhice.
Há trinta e cinco anos que traíram os testamentos legados, que traíram os vossos mortos, que traíram os vossos mártires.
Há trinta e cinco anos que asfixiam o pensamento construtivo; que liquidaram as referências norteadoras; que escarneceram da nossa pessoal identidade; que a vossa ascensão não corresponde ao vosso mérito; que ignoram a conciliação entre semelhança e diferença; que condenam a norma imperativa do equilíbrio social.
Riam-se, riam-se. Vocês são uma gente que não presta para nada; que não vale nada.
Malditos sejam!
Baptista Bastos (texto transcrito do Jornal de Negócios)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Atracção Turística - O Desemprego na Europa...

Clique aobre o desenho para aumentar a imagem.

Céu - Cangote



Cangote
Céu
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)

Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu achego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?!
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar

Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo o que me bote
Pra sair daqui
(uh uh uh)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Zeca Baleiro - Telegrama



Telegrama.
Zeca Baleiro
eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um canastrão na hora que cai o pano
(que um vilão de filme mexicano)
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz:
que muito te ama que tanto te ama
que muito muito te ama que tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado 2x
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria

mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu 2x
quero ser seu
quero ser seu papa

Eu tava triste tristinho
mais sem graça que a top model magrela
na passarela
eu tava só sozinho
mais solitário que um paulistano
que um vilão de filme mexicano
tava mais bobo que banda de rock
que um palhaço do circo vostok

mas ontem eu recebi um telegrama
era você de aracaju ou do alabama
dizendo nego sinta-se feliz
porque no mundo tem alguém que diz:
que muito te ama que tanto te ama
que muito te ama que tanto tanto te ama

por isso hoje eu acordei
com uma vontade danada
de mandar flores ao delegado 2x
de bater na porta do vizinho
e desejar bom dia
de beijar o português da padaria

mama oh mama oh mama
quero ser seu
quero ser seu 2x
quero ser seu
quero ser seu papa

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Y si Dios fuera mujer? Poema de Mario Benedetti, poeta uruguaio



¿Y si Dios fuera mujer?

pregunta Juan sin inmutarse,
vaya, vaya si Dios fuera mujer
es posible que agnósticos y ateos
no dijéramos no con la cabeza
y dijéramos sí con las entrañas.

Tal vez nos acercáramos a su divina desnudez
para besar sus pies no de bronce,
su pubis no de piedra,
sus pechos no de mármol,
sus labios no de yeso.

Si Dios fuera mujer la abrazaríamos
para arrancarla de su lontananza
y no habría que jurar
hasta que la muerte nos separe
ya que sería inmortal por antonomasia
y en vez de transmitirnos SIDA o pánico
nos contagiaría su inmortalidad.

Si Dios fuera mujer no se instalaría
lejana en el reino de los cielos,
sino que nos aguardaría en el zaguán del infierno,
con sus brazos no cerrados,
su rosa no de plástico
y su amor no de ángeles.

Ay Dios mío, Dios mío
si hasta siempre y desde siempre
fueras una mujer
qué lindo escándalo sería,
qué venturosa, espléndida, imposible,
prodigiosa blasfemia.


TRADUÇÃO
E se Deus fosse uma mulher?

Indaga Juan sem pestanejar
Ora, ora se Deus fosse mulher
É possível que agnósticos e ateus
Não disséssemos não com a cabeça
E disséssemos sim com as entranhas
Talvez nos aproximássemos de sua divina nudez
Para beijar seus pés não de bronze,
Seu púbis não de pedra,
Seus peitos não de mármore,
Seus lábios não de gesso.
Se Deus fosse mulher a abraçaríamos
Para arrancá-la de sua distância
E não haveria que jurar
Até que a morte nos separe
Já que seria imortal por antonomásia
E em vez de transmitir-nos Aids ou pânico
Nos contaminaria de sua imortalidade
Se Deus fosse mulher não se instalaria
Solitária no reino dos céus
Mas nos aguardaria no saguão do inferno
Com seus braços não cerrados,
Sua rosa não de plástico,
E seu amor não de anjo
Ai meu Deus, meu Deus
Se até sempre e desde sempre
Fosses uma mulher
Que belo escândalo seria
Que afortunada, esplêndida, impossível,
Prodigiosa blasfêmia!
Poesia de Mario Benedetti,
poeta uruguaio

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

As Mentiras de Pedro Passos Coelho - Pinóquio II



Por algum motivo, Vasco Lourenço, capitão de Abril, afirmou que o governo foi tomado por um Bando de Mentirosos. E foi com essas mentiras, enganando descaradamente os portugueses que PPC chegou ao poder...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Zeca Afonso - Os Vampiros.



No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas

Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As Costas Largas de José Sócrates...

Para o actual 1º ministro o motivo das medidas criminosas e de pilhagem a que os portugueses vão estar sujeitos, especialmente os funcionários públicos e pensionistas, e que ele anunciou no passado dia 13, é de inteira responsabilidade do anterior governo. A afirmação que o orçamento é dele mas o défice não, é eloquente. Ele que tanto jurou que nunca iria desculpar-se com a herença recebida...

Não há culpas na dívida da Madeira que atingiu valores astronómicos fruto dos desvarios de Alberto João Jardim;

Não há culpas na cratera do BPN fruto do roubo efectuado pelo gang BPN;

 Não há culpas na quebra de receitas do estado, cada vez mais acentuadas, e com tendência a se agravar, em virtude das medidas de austeridade que vão tirando o poder de compra aos portugueses e, consequentemente, reduzindo o consumo e levando muitas empresas à falência e ao aumento do desemprego;

 Não há culpas no ministro da economia, que deveria desempenhar um papel mais visivil e activo no relançar da economia e está desaparecido em combate. E que só é ministro porque escreveu um livro com ideias ultraliberais sendo que, a única coisa que se conhece da sua governação foi ter apresentado uma proposta de alteração ao código de trabalho para facilitar os despedimentos;

Não há culpas do ministro dos negócios estrangeiros Paulo Portas que demonstrava tanta indignação com o aumento dos impostos decretados pelo governo PS e sempre tão defensor dos mais desprotegidos mas que, agora, entretido com as suas viagens por esse mundo fora, demonstra tanta solidariedade e compreensão com os cortes do 13º e 14º mês dos funcionários públicos;

Não há culpas da ministra da Justiça que de tão poupadinha a única coisa que vez até ao momento foi decretar o fim do uso da gravata no seu Ministério para pasme-se!!! poupar energia;

Não há culpas no actual 1º ministro que revela total impreparação para o cargo e total subserviência perante a Sra. Merkel e o Sr. Sarcozy limitando-se a querer mostrar que é "um aluno aplicado" e incapaz de apresentar uma alternativa, de se afirmar, de se revoltar, de pedir uma simples dilatação do prazo para atingir o défice exigido.

O actual 1º ministro tem mentido aos portugueses. A mentira mais flagrante, entre muitas outras, tem a ver com o facto de ter afirmado que era um disparate "cativar" o 13º mês. Mas, pouco após ganhar as eleições, anunciou o roubo de 50 por cento desse subsídio declarando-o como medida temporária. E, na verdade, foi temporária porque, um mês depois, anunciou não a cativação de 50% mas sim de 100 por cento, não só do 13º mês como também do 14º mês para os anos 2012 e 2013. O actual primeiro ministro MENTE de uma maneira mais rápida e mais dolorosa que o anterior. Não merece qualquer credibilidade. A Juventude Social Democrata, que espalhou cartazes com a figura de Pinóquio, numa alusão a José Sócrates, para ser coerente devia de fazer igual em relação ao seu chefe.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Poema de Miguel Torga

AMEAÇA DE MORTE


Não basta ter-me dado nos meus versos:
pedem a carne e a pele, os inimigos.
Os olhos, dois postigos
de olhar o mundo sem ninguém me ver,
querem-nos entaipados;
e quebrados
os braços, que eram ramos a crescer.

Luto, digo que não, peço socorro,
mas saíu-me ao caminho uma alcateia.
Lobos da liberdade alheia
que me seguem os passos hora a hora,
sem que eu possa sequer adivinhar,
na paisagem do medo tumular,
qual deles salta primeiro e me devora.


Poema II - José Vultos Sequeira

AS VOZES


o
senhor administrador dentro do carro
olha de sobrolho franzido
a manifestação em frente à sede da empresa

a polícia está lá
para evitar que a gentalha se aproxime
e o porteiro
perfilado abre-lhe a porta

o senhor administrador
esfrega as mãos
sorri à secretária
e pergunta
se as cartas para os seus pares
foram enviadas e se as reserva das suites
estão garantidas

«custa um milhão» - esclarece ela solícita -
não há problema - diz ele - são personalidades políticos
jornalistas empresários nossos amigos
mas aquela gente à porta ó minha querida
já disse alguma coisa ao ministro
ligue-lhe e passe-me o telefone»

pouco depois correrias gritos tiros

e alguns dias mais tarde o
ministro - mas meu caro não sei o que lhe hei-de dizer
eles não desistem

e na manhá levantada reerguem-se as vozes uma
canção um protesto a vida


Nota: ambos os poemas foram "surripiados" do blog CRAVOS DE ABRIL.
http://cravodeabril.blogspot.com/


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Marisa Monte e Paulinho da Viola - Carinhoso



Carinhoso

Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim

Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Os Canalhas Deste País....



O Senhor da foto, acho que Sr. Doutor, não sei até que ponto não terei que escrever Senhor Professor Doutor António Borges, director do departamento europeu do FMI, afirmou que Portugal não pode manter todos os privilégios e todas as ineficiências e esperar sair-se bem do combate à crise.

É um facto. Os trabalhadores deste país são uns sortudos. Têm previlégios sem fim. Têm os seus empregos garantidos para toda a vida. O acesso ao ensino e à saúde é universal e gratuito. Os salários estão garantidos no final de cada mês. Na mesa de cada português não falta a carne, o peixe e a fruta. Não há fome neste país. Não há despedimentos. Vivemos no país das maravilhas...

Não.Não estou a chamar de canalha ao senhor da foto. Nem ao senhor Alexandre Soares dos Santos, Presidente do Grupo Jerónimo Martins, ou Pingo Doce que, quando confrontado com a possibilidade de taxarem as fortunas deste país, afirmou que não era rico mas sim um trabalhador. Os canalhas deste país são os trabalhadores. Por causa dos seus previlégios. Eu sou um canalha porque já fui um trabalhador. O Senhor Alexandre Soares dos Santos também é um trabalhador. O Senhor da foto confesso que não sei se trabalha...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Liberdade - Poema de Paul Éluard

Nos meus cadernos escolares
Na minha carteira e nas árvores
Na areia e na neve
Escrevo o teu nome

Em todas as páginas lodas
Em todas as páginas brancas
Pedra sangue papel ou cinza
Escrevo o teu nome

Nas imagens douradas
Nas armas dos guerreiros
Na coroa dos reis
Escrevo o teu nome

Na selva e no deserto
Nos ninhos nas giestas
No eco da minha infância
Escrevo o teu nome

Nas maravilhas nocturnas
No pão branco dos dias
Nas estações desposadas
Escrevo o teu nome

Em todos os meus trapos de azul
No charco sol bolorento
No lago de lua viva
Escrevo o teu nome

Nos campos no horizonte
Nas asas dos pássaros
E nomoinho das sombras
Escrevo o teu nome

Em cada bafo da aurora
No mar nos navios
Na montanha demente
Escrevo o teu nome

Nas formas cintilantes
Nos sinos das cores
Na verdade física
Escrevo o teu nome

Nos atalhos despertos
Nas estradas abertas
Nas praças quee xtravasam
Escrevo o teu nome


No candeeiro que se acende
No candeeiro que se apaga
Nas minhas casas reunidas
Escrevo o teu nome

No fruto cortado em dois
Do espelho e do meu quarto
No meu leito concha vazia
Escrevo o teu nome

No meu cão guloso e meigo
Nas suas orelhas erguidas
Na sua pata desajeitada
Escrevo o teu nome

No trampolim da minha porta
Nos objectos familiares
No jorro do fogo abençoado
Escrevo o teu nome

Em toda a cane concedida
Na fronte dos meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo o teu nome

No vidro das surpresas
Nos lábios aplicados
Bem por cima do silêncio
Escrevo o teu nome

Nas ausências sem desejo
Na nua solidão
Nos degraus da morte
Escrevo o teu nome

Na saúde regressada
No risco deaparecido
Na esperança sem memória
Escrevo o teu nome

E pelo poder d’uma palavra
Recomeço a minha vida
Nasci para te conhecer
Para te nomear

Liberdade

terça-feira, 13 de setembro de 2011

As pessoas sensíveis - Sophia de Mello Breyner Andresen

As Pessoas Sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

“Ganharás o pão com o suor do teu rosto” Assim nos foi imposto
E não:
“Com o suor dos outros ganharás o pão”

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoais–lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Bailinho da Madeira...


O tão apregoado desvio colossal que tem levado a que os ministros do atual governo tenham um trabalho colossal, especialmente na nomeação de imensos boys e  no aumento dos impostos, não é mais do que o desvario das contas da Madeira a que se acrescenta o roubo monumental feito pelo gang do BPN. Todos eles elementos afetos ao atual governo. Pelo que é preciso descaramento, por parte de Pedro Passos Coelho, quando vem fazer ameaças veladas, em forma de intimidação, contra possíveis manifestações que sejam efetuadas pelos partidos de esquerda e sindicatos. Quer arranjar um pretexto para reprimir as manifestações de descontentamento que se avizinham; quer um pretexto para pôr termo à liberdade de manifestação do povo português para mais fácil implementar as medidas que prejudicam cada vez mais a classe média.

Enquanto o ministro das finanças, sempre que vem falar em público, anuncia novo aumento de impostos, tornando os pobres cada vez mais pobres e a classe média à beira da pobreza, Pedro Passos Coelho, fazendo lembrar alguém que governou recentemente, anuncia que 2012 será o inicio da recuperação económica. Como se o desemprego fosse baixar em 2012 ou 2013, como se os salários deixassem de ficar congelados perdendo os trabalhadores e pensionistas poder de compra devido à inflação, como se a recessão desaparecesse por artes mágicas. Sem dúvida que qualquer semelhança com Sócrates é mera coicidência...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Precisamos de fortunas, não podemos agravar-lhes os impostos !!!

(Foto do Jornal de Negócios)

As palavras são do 1º ministro Pedro Passos Coelho. Elas dizem tudo...(ou eles comem tudo e não deixam nada...)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O que os outros escrevem...Miguel Sousa Tavares.

1 - Foi preciso a troika lembrar que existe o dr. Jardim e o seu incontrolável governo para que o ministro das Finanças também se atrevesse a aflorar o assunto. Sem falar de outras façanhas, Jardim tem para apresentar uma região endividada até ao absurdo, falida depois de décadas a ser financiada pelo continente, arruinada economicamente, com mais desemprego e desigualdades sociais que qualquer outra região de Portugal, cativa de um sistema de compadrio empresarial que ele consentiu e fomentou. Em todos estes anos, nunca ninguém - presidentes do PSD, primeiros-ministros, Presidentes da República - ousou metê-lo na ordem. Agora, descobrimos que vamos pagar pelas novas dívidas de Jardim mais 277 milhões - o equivalente a cerca de 13.500 milhões nas contas públicas, se todo o país se endividasse à escala dele. E, enquanto o resto do país sofre apertos, ele assim vai continuar até às eleições regionais de Outubro. É o ponto limite: veremos se Passos Coelho tem coragem para o que se impôe.

2 - Os impostos não param de subir, mas as receitas fiscais caem e a fuga de capitais para o estrangeiro dispara, porque há um limite para o que é suportável. Ufano, o primeiro-ministro gaba-se da coragem de ir ainda aumentar mais impostos e taxas, e tem para apresentar, do lado da contenção da despesa, uma mão cheia de nada. E prepara-se para diminuir o custo fiscal do trabalho, com a contrapartida da subida do IVA, assim procedendo a uma transferência de dinheiro dos trabalhadores para as empresas e apesar dos avisos de que isso aumentará o desemprego em vez de o diminuir. Espero bem que não queiram fazer da nossa economia um laboratório de ensaio de políticas ditadas unicamente por uma agenda ideológica - ainda por cima, aplicada apenas na parte fácil e conveniente.
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Extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares no semanário Expresso.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

O que os outros escrevem...O Brasil a ir embora.


Os imigrantes brasileiros estão a ir embora. Empregados de mesa e de balcão, esteticistas, manicuras, motoristas, mecânicos, pedreiros, porteiros, amas, grumetes, garagistas, e praticantes desses mil ofícios humildes ocupados por portugueses e estrangeiros. Sendo naturalmente afáveis pelo recorte da lingua, os brasileiros deram uma nota de cortesia em lugares onde a rispidez portuguesa era uso.

Talvez não se note a lenta partida, mas vai-se notar. E depois deles irão talvez os de Leste, os da Rússia, da Bielorrúsia, da Ucrânia, da Roménia, da Bulgária. Muitos destes imigrantes integraram-se, obtiveram passaporte português, naturalizaram.se. Os filhos nasceram em Portugal. Falam português. Muitos destes brasileiros são hoje brasileiros e portugueses e a ausência será sentida. Porque eles revitalizaram a nossa demografia, pagaram os nossos impostos, descontaram para a nossa Segurança Social. Ao cabo de tantos anos e de tantos engulhos, ver partir estes brasileiros é um sinal da nossa decadência.
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Extracto da crónica semanal de Clara Ferreira Alves na revista Única do semanário EXPRESSO.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O que os outros escrevem...Do blog "Cantigueiro"

Morra Marta, morra farta!, bem poderia ser o título deste post... mas longe vá o agouro! A jovem, bonita e, pelos vistos, esfuziantemente talentosa Marta Neves, tem toda a vida pela frente e não passa de uma peça na engrenagem. Uma peça de luxo, convenhamos... mas não mais do que uma peça.

Vamos ao assunto. Seria fatal como o destino, que o “neoliberal-paspalhão” importado do Canadá para tomar conta do ministério da economia (e de mais não sei quantos), depois de ter sido o primeiro a vociferar histérica e teatralmente, numa ridícula intervenção em plena Assembleia da República, contra os gastos e a «ostentação» que encontrou nos seus gabinetes, se revelasse não só o campeão das nomeações que o “poupadinho” governo de Passos Coelho já fez em meia dúzia de dias (mais de quatrocentas, além dos, até agora, 51 "especialistas")... ainda consegue ser o autor das contratações mais espectaculares.

Como se não bastasse a contratação da Super-Marta”, por mais de 5000 euros mensais, para sua chefe de gabinete, já lhe arranjou a companhia de mais dois assessores... mas com ordenados de directores-gerais.

Para além da situação caricata que esta desfaçatez que vem criar nos diversos serviços públicos, onde muitas centenas de pessoas são tão ou mais competentes que estes seus “Super-Amigos”, mas nem por isso podendo sonhar com os ordenados destes, no fundo, esta estória mostra a arrogância e a atitude de puro saque e total impunidade com que este gang tomou conta da máquina do Governo. A coberto da apregoada inevitabilidade de tudo e do seu contrário e ao abrigo do imenso “guarda-chuva” da troika e das suas exigências, estes canalhas vão roubar tudo o que puderem, no menor espaço de tempo e pagando muito bem aos colaboradores (aqui o nome é mesmo colaboradores) que os ajudarem no assalto.

As carantonhas que encena para vender as suas “ideias”, tal como o sumo da argumentação com que as defende, ajudam a confirmar uma das minhas antigas convicções: um idiota, mesmo carregado de cursos, diplomas e doutoramentos... é aquilo que é. Neste caso, desgraçadamente, isso não o torna menos perigoso.

Seja como for, sempre na linha da minha proverbial caridade quase tipo cristã, dou-lhe um ajuda para custear as despesas do gabinete, contribuindo com a sugestão de um grande “patrocinador oficial” de que ele, por ter vivido no estrangeiro e não ver a nossa televisão, talvez nunca se lembrasse.

Façam o exercício. Imaginem o potencial publicitário resultante do facto de sempre que alguém telefonasse para o ministério e para o gabinete de sua excelência o ministro da economia (e de mais não sei o quê), Álvaro Santos Pereira, ouvir do outro lado:

“Ok, Ministério da Economia. Daqui fala a Marta.”

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Poema dos Dons - Jorge Luis Borges

Quero dar graças ao Divino
Labirinto dos efeitos e das causas
Pela diversidade das criaturas
Que formam este singular universo,
Pela razão, que não cessará de sonhar
Com um plano do labirinto,
Pelo rosto de Helena e a perseverança de Ulisses,
Pelo amor que nos deixa ver os outros
Tal como os vê a divindade,
Pelo firme diamante e pela água solta,
Pela álgebra, palácio de precisos cristais,
Pelas místicas moedas de Ângelus Silesius,
Por Schopenhauer,
Que talvez tenha decifrado o universo,
Pelo fulgor do fogo
Que nenhum ser humano pode olhar sem
um assombro antigo,

Pela carnaúba, o cedro e o sândalo,
Pelo pão e pelo sal,
Pelo mistério da rosa,
Que prodiga cor e que não a vê,
Por certas vésperas e dias de 1955,
Pelos rijos tropeiros que na planura
Arreiam os animais e a aurora,
Pelas manhãs de Montevidéu,
Pela arte da amizade,
Pelo último dia de Sócrates,
Pelas palavras que num crepúsculo foram ditas
De uma cruz a outra cruz,
Por aquele sonho do Islã que abarcou
Mil noites e uma noite,
Por aquele outro sonho do inferno,
Da torre do fogo que purifica
E das estrelas gloriosas,
Por Swedenborg,
Que conversava com os anjos nas ruas de Londres,
Pelos rios secretos e imemoriais
Que convergem em mim,
Pelo idioma que, faz séculos, falei
na Nortúmbria,

Pela espada e pela harpa dos saxões,
Pelo mar, que é um deserto resplandecente
E um número de coisas que não sabemos,
Pela música verbal da Inglaterra,
Pela música verbal da Alemanha,
Pelo ouro, que resplende nos versos,
Pelo épico inverno,
Pelo título de um livro que não li: 'Gesta Dei per Francos',
Por Verlaine, inocente como os pássaros,
Pelo prisma de cristal e o pêndulo de bronze,
Pelas listras do tigre,
Pelas altas torres de São Francisco e da Ilha de Manhattan,
Pela manhã no Texas,
Por aquele sevilhano que redigiu a Epístola Moral
E cujo nome, como ele teria preferido, ignoramos,
Por Sêneca e Lucano, de Córdoba,
Que antes do espanhol escreveram
Toda a literatura espanhola,
Pelo jogo de xadrez, geométrico e bizarro,

Pela tartaruga de Zenão e o mapa de Royce,
Pelo cheiro medicinal dos eucaliptos,
Pela linguagem, que pode simular a sapiência,
Pelo esquecimento, que anula ou modifica o passado,
Pelo hábito,
Que nos repete e confirma como um espelho,
Pela manhã, que nos depara a ilusão de um começo,
Pela noite, sua treva e sua astronomia,
Pela coragem e a felicidade dos outros,
Pela pátria, percebida nos jasmins
Ou numa espada velha,
Por Whitman e Francisco de Assis, que já escreveram o poema,
Pelo fato de que o poema é inesgotável
E se confunde com a soma das criaturas
E não chegará jamais ao último verso
E varia como os homens,
Por Frances Haslam, que pediu perdão a seus filhos
Por morrer tão devagar,
Pelos minutos que precedem o sono,
Pelo sono e a morte,
Esses dois tesouros ocultos,
Pelos íntimos dons que não enumero,
Pela música, misteriosa forma do tempo.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Caixa Geral de Depósitos - "Jobs for the Boys".


O novel 1º ministro deste país, Pedro Passos Coelho (PPC), prometeu, diria mesmo que quase jurou, durante a campanha eleitoral, que com ele não ia existir "Jobs for the Boys". O exemplo da redução do número de ministros do actual governo era até apontado como exemplo de que PPC estava empenhado em cumprir essa promessa.

Não foi preciso muito tempo para verificar quanto honestos e dignos são os nossos políticos e quanto eles ligam à palavra dada. Ou seja à sua honra. Para confirmar aí temos as nomeações dos novos administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Todos nós sabemos que não são "boys" mas tão só gente competente. Tão competentes que foi necessário aumentar o número de administradores. Para caberem lá todos. Eram 7 elementos. Passaram a ser 11!!!

(Nogueira Leite novo vice-presidente executivo da CGD)

Um novo Presidente executivo, José Agostinho Matos, com ligações ao PSD, Nogueira Leite, conselheiro para assuntos económico de PPC para um dos lugares de vice-presidente, Rui Machete também do PSD, com ligações à SLN, dona do famigerado BPN, também nomeado para a administração e, como não podia deixar de ser, também era necessário um favorzinho para o CDC/PP: escolheram o advogado Nuno Fernandes Tomaz.

Mas ninguém está a enganar o país. Tal como não foi a promessa de não cortarem no subsídio de Natal. Só que vão cortar. A Bem da Nação, claro. Eu diria antes: a Bem deles...

O chamado estado de graça,  a que eu chamo de dominação total dos meios de comunicação social, permite todo o branqueamento da MENTIRA. Basta ouvir Marcelo Rebelo de Sousa nas suas crónicas domingueiras na TVI. Tudo muito simples. O significado destas nomeações simplesmente revelam que PPC não pretende privatizar a CGD. Pronto. Está dito. Pudera. É que, curiosamente, o irmão de Marcelo, Pedro Rebelo de Sousa é outro dos novos administradores da CGD. Que grande banquete!!!

E agora digam a importância dos "símbolos" deste governo. Emagreceram o governo...aumentaram o número de administradores da CGD; O 1º ministro viaja em económica nos aviões da TAP aumentaram em 15 por cento os transportes públicos; A ministra do ambiente aboliu o uso da gravata para poupar no ar condicionado vão aumentar o IVA para o consumo de água, electricidade e gás. Por favor acabem com os simbolismos senão vamos TODOS ao fundo!!! 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ernâni Lopes no Plano Inclinado...


Pouco antes de morrer Ernâni Lopes foi ao extinto programa "Plano Inclinado". Fiquei impressionado com as palavras que ele lá preferiu. Não sei, nem me interessa saber, se ele era de direita, do centro ou de esquerda. Se era liberal ou ultraliberal. O que sei, e acho, é que as palavras dele foram de alguém com sabedoria e que deveriam ser seguidas por toda a gente independentemente da orientação política. Tenho a certeza que Portugal seria outro país. Para melhor!!!

O que ele disse: Peço a vossa compreensão da dureza do que vou dizer. O único problema é que a dureza não é minha . A dureza é da realidade. Pura e simplesmente. Neste momento o que Portugal deve, temos de nos bater por isso, o que Portugal deve fazer é aquilo a que eu chamo o "Onde Está < --- > Pôr.

Onde está Facilitismo pôr Exigência, onde está vulgaridade pôr Excelência, onde está moleza pôr Dureza, onde está golpada pôr Seriedade, onde está videirismo, aquela coisa ordinária da Golpadazeca e tal para fazer carreira pôr Honra . Temos de cultivar a Honra , não dá dinheiro dá Vida, dá Conteúdo Interior. 
Onde está Mandriice pôr Trabalho, ensinar as pessoas que o Trabalho é um componente decisivo da Vida do Ser Humano, é um Componente de Realização e onde está tanta Aldrabice pôr Honestidade. 
Se não ensinarmos isto aos nossos filhos não vale a pena perder tempo a fazer medidas de pormenor de Política Monetária . E isto ou se ensina ou não se sabe.


NOTA:  Agradeço ao meu amigo Pescada, da Escola de Condução Auto-Quarteirense, pelo facto de me ter feito lembrar esta "conversa" de Ernâni Lopes no programa "Plano Inclinado".

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Política à Portuguesa...O Desvio Colossal!!!


1 - Afinal não há um desvio colossal nas contas públicas. Mas, segundo as palavras do ministro das Finanças, um desvio detectado que vai obrigar a um trabalho colossal.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, tão novinho nestas coisas da política, aprendeu rápido.

Enquanto isso vamos sofrer mais um roubo de cinquenta por cento no subsídio de Natal. Por conta do desvio colossal. Ou será por conta do trabalho colossal a que o desvio obriga?



2 - Afinal...as escolas com menos de 21 alunos vão mesmo fechar. Depois de ter anunciado a suspensão dessa medida, rapidamente, o ministro da Educação, Nuno Crato, após um trabalho, provavelmente colossal, falou e acabou por tomar a mesma medida que o executivo anterior tinha decidido. ..

Positiva foi a decisão de aumentar o número de horas para o ensino de Português e de Matemática. Quem sabe se, com mais tempo, os professores consigam dar a matéria de forma a que os alunos assimilem melhor.


3 - Nem o 1º ministro, nem o ministro das Finanças anunciaram, até ao momento. cortes nas despesas do Estado.. Só impostos e previsivelmente ainda anunciarão mais. Por conta do tal desvio colossal. Não anunciaram eles, anunciou a ministra da Agricultura, do Ambiente e talvez de outras coisas mais. O tal trabalho colossal que tanto está a custar aos nossos bolsos...

Anunciou a senhora ministra, creio que Assunção Cristas, o seu nome, que uma forma de poupar seria abolindo o uso da gravata para todos os funcionários do seu Ministério. Poupará assim no ar condicionado porque estando os homens sem gravata será possível aumentar a temperatura do ar condicionado resultando essa medida numa poupança.  Além de que evita que as senhoras tremam de frio por causa dos homens. É o que se chama de matar dois coelhos com uma só cajadada. Ou uma idiotice igual à do 1º ministro ao decidir viajar de avião, para a europa, em classe económica e não na executiva. Simbolismos que alguém dá por eles?

Mas aplaudo a abolição do uso da gravata. No meu local de trabalho sempre evitei usar. Só quando me obrigaram é que comecei a pendurar aquilo ao pescoço.


Feliz anda o Senhor Presidente da República. Como ele defende o actual governo. Repentinamente as agências de rating são equiparadas a aves de rapina. A europa está em crise e é egoísta e devia de ser mais solidária. O euro está demasiado sobreavaliado e devia ser desvalorizado para tornar as exportações portuguesas mais competitivas. De repente a crise não é só de Portugal. Ou então tudo isto não é mais do que tentar branquear as medidas de austeridade que estão a impor aos portugueses!!!